Abracomtaxi comemora votação contra o transporte irregular

O presidente da Associação Brasileira das Associações e Cooperativas de Motoristas de Taxi (Abracomtaxi), Edmilson Americano, que representa 500 mil taxistas no Brasil todo, comemora o resultado da votação definitiva do Projeto de Lei 349/2014 na Câmara Municipal de São Paulo. O texto, que determina o veto aos aplicativos que fazem transporte clandestino de passageiros, segue agora para o prefeito Fernando Haddad (PT), que tem 15 dias para sancioná-lo.

DSC_1661Durante a discussão do projeto na sessão, foi apresentada ainda uma emenda da bancada do prefeito exigindo que a Prefeitura promova estudos para aprimorar a legislação de transporte individual de passageiros e a compatibilização de novos serviços e tecnologia. O texto também determina que o usuário tenha uma ferramenta de avaliação do serviço. “Consideramos muito positiva a iniciativa do prefeito Haddad. A gente vê com bons olhos essa possibilidade de aprimoramento dos nossos serviços. Isso ajuda a categoria, preservando os bons profissionais. Apesar das cooperativas e associações já terem seu canal direto de avaliação, essa nova ferramenta proposta não é uma avaliação que os próprios prestadores de serviços fazem do seu serviço, mas sim o órgão governamental que tem o poder constitucional para isso”, afirma Americano.

DSC_1575Ele lembra que a categoria não é e nunca foi contrária à adoção de novas tecnologias. “Tanto é que já usávamos aplicativos de chamada de táxis muito antes dessa empresa que trabalha com veículos clandestinos entrar pela porta dos fundos em nosso País, dizendo-se ser inovação tecnológica, o que é mentira”, afirma. O dirigente destaca ainda que esses aplicativos ferem o Código de Trânsito Nacional, além de leis federais e municipais. “Os serviços de taxi seguem normas e regras impostas pelo poder público, diferentemente do clandestino. O motorista busca aperfeiçoar seu trabalho a cada dia. Liberar os serviços para que qualquer pessoa possa transitar com passageiros reduz a capacidade de controle adequado ao setor e aumenta os riscos para os passageiros”, finaliza Americano.