Americano participa de audiência pública da Comissão de Viação e Transportes em Brasília

O presidente da ABRACOMTAXI, Edmilson Americano, foi aplaudido na manhã desta terça-feira (01/09) por lideranças de taxistas de todo o País durante audiência pública da Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados, em Brasília, que debateu novamente a questão do aplicativo de carona remunerada Uber.

Desta vez, no entanto, participaram apenas dirigentes da categoria dos taxistas, fato lamentado por Americano. “Um debate entre as duas partes é sempre mais interessante para desmascarar a Uber e seu discurso mentiroso. Mas respeitamos o formato adotado pela audiência”. Representantes da empresa norte-americana serão ouvidos em uma próxima oportunidade. A audiência foi convocada com base no requerimento do deputado federal Laudívio Carvalho (PMDB-MG), que se posicionou favorável à categoria dos taxistas.

“Parabenizo a iniciativa do deputado Laudívio Carvalho, por meio da qual fica evidente que todos os representantes dos taxistas estão indignados. As leis neste país não estão sendo cumpridas. Essa empresa (Uber) está achincalhando com as leis brasileiras, as leis que os senhores, deputados, aprovaram”, disse Edmilson Americano, referindo-se, entre outras, à Lei de Mobilidade Urbana (12.587/2012), que determina que os serviços de transporte individual de passageiros devem ser organizados, disciplinados e fiscalizados pelo poder público.

“Também não podemos nos esquecer da lei que regulamenta a profissão dos taxistas. Falar que a Uber faz transporte privado, que não concorre com os táxis legalizados, isso é um engodo, uma aberração, uma vergonha. Ora essa empresa se define como uma plataforma tecnológica. Ora se apresenta como uma solução para a mobilidade urbana. Mas como pode ser uma solução se está colocando mais carros nas ruas, ainda mais clandestinos?”, indagou Americano.

O dirigente destacou mais uma vez a importância de se tirar urgentemente o aplicativo do ar. “A Câmara, o Congresso Nacional e o Judiciário têm que se atentar para essa questão. A livre concorrência deve existir sim, mas entre serviços e profissionais legalizados, como já se manifestou o Promotor de Justiça do Consumidor de São Paulo, Eduardo Ulian, e que estranhamente a imprensa não divulga. Faço um apelo aos senhores: Ajudem esse país a se tornar mais sério”, concluiu Americano.